Domingo, Junho 5

(...)
encosto a cabeça à terra, ouço o estremecer de um astro sepultado na mina da respiração. ergo-me por cima do mar, inundo de cuspo os lábios do escutador de estrelas. ergo-me, humano, e vou pelas ruas.
ínfimo rumor, diminuto tempo do corpo desgasto. surges-me na bainha alucinante das ondas, acenas-me e eu corro ao teu encontro. levanto voo com a sombra transparente dos pássaros.
anoiteceu.



Excerto de O Medo (1). 27 de Julho. Al Berto.